As passadas foram lentas, mas largas e contínuas, no ritmo de uma prova de longa distância. 

Quase quatro décadas depois das primeiras competições no país, a corrida de rua transformou-se num fenómeno nacional no Brasil. 

Hoje o desporto tem mais de quatro milhões de adeptos - perde apenas para o futebol - e movimenta cerca mais de 93 milhões de reais (28M€) anualmente.

Altamente acessível a todos os desportistas, a corrida entrou no dia a dia de profissionais e principalmente, amadores preocupados em melhorar a qualidade de vida e bem estar.

 

A popularidade das provas de rua movimenta uma indústria que envolve agências de markenting desportivo, pequenas e médias empresas que veem nessas competições uma excelente oportunidade para os negócios.

Nas principais provas do país, os naming nights, ou seja o direito de batizar a corrida com o nome de uma corporação, chega a valer mais de 19 milhões de reais.

As marcas chegam a ter o seu nome exposto por mais de uma hora na camisola dos corredores. Isso pode ser um excelente factor que leva as empresas a procurar este desporto para promover os seus produtos.

Além das gigantes companhias que patrocinam as provas de corrida de rua, empresas de pequeno e médio porte também chegam a participar, tudo em função de usar a saúde e bem estar em função do markerting.

Numa competição internacional, como por exemplo a maratona carioca com 22 mil pessoas inscritas, chegam a trabalhar com 3 mil pessoas indiretamente, que actuam desde o auxílio aos corredores na partida e na meta até o fornecimento de chips de cronometagem.

O fenómeno distribui os lucros até para o turismo local. É uma excelente forma de conhecer novos lugares e aproveitar para conhecer o clima e a gastronomia do local.