A fama dos atletas premiados com medalhas olímpicas pode ser de curta duração, porém, como recompensa, eles podem olhar para a frente e esperar uma vida longa.

Um novo estudo descobriu que os atletas olímpicos medalhados vivem em média 2,8 anos a mais do que o resto de nós, sejam eles ginastas, jogadores de golfe, corredores ou atletas em qualquer outro evento. 

No estudo foram avaliados 15.174 homens e mulheres atletas vencedores de medalhas nos Jogos Olímpicos desde 1896 tendo sido descoberto que 30 anos depois das Olimpíadas terem tido lugar, 8% dos medalhados alcançaram maior longevidade que os seus conterrâneos nascidos no mesmo ano. 

Esta observação não foi apenas verificada apenas em atletas olímpicos que participaram em eventos de alta resistência ou de alta intensidade. Os investigadores não encontraram diferenças na mortalidade, por exemplo, entre os ciclistas, remadores, jogadores de ténis ou de críquete. 

Um factor, porém, parece fazer a diferença: o facto do desporto ser de alto ou baixo nível de contacto físico. 

Os jogadores olímpicos que participaram em desportos com maior nível de contacto corporal, tal como o boxe, tiveram um risco de mortalidade 11% maior do que os praticantes de modalidades de baixo contacto físico. 

Ambos os estudos foram publicados hoje online no BMJ. 

Os investigadores acreditam que medalhados olímpicos podem ter vivido mais tempo devido aos níveis de intensidade de treino a que foram submetidos à prática de exercício regular ao longo da sua vida. Mais pesquisas sobre o tópico encontram-se em curso.

links para os artigos

Survival of the fittest: retrospective cohort study of the longevity of Olympic medallists in the modern era

Mortality in former Olympic athletes: retrospective cohort analysis